O filme é super bem realizado. Nele temos um exemplo de flashback usado com propriedade, sem atrapalhar a narrativa.
A história é muito bonita, o que contribui para elevar o filme a um grande espetáculo, com todas as qualidades que um filme pode ter: é comovente, a montagem é bem realizada, os atores estão muito bem (destaque especial para os dois meninos), a direção foi bem feita, a fotografia bem feita. O filme não tem nenhum grande destaque, somente a história, mas como tudo é bem realizado, se torna um grande filme.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Desejo e Reparação
Grande decepçao. A começar por Keira Knightley, que não está bem nesse filme. Errou a dose em tudo. Na verdade o título desse artigo deveria ser "Alimentem a Keira Knightley, por favor!". A moça está magérrima, estilo anoréxica. Até o rosto está encovado, um horror. Será que isso foi uma escolha técnica para retratar melhor o período da guerra? Mesmo assim, ela perdeu vários pontos em beleza.
Se fosse só pela beleza, estaria tudo ótimo. Já vimos belas atrizes se enfeiarem para viver um personagem (vide Charlize Theron em Monster) e o fizeram com maestria. Porém Keira se perdeu em sua atuação. Ela está reproduzindo cacuetes que adquiriu em filmes chamados de ação, e agora não consegue se libertar daquele travar de lábios que ela faz, no melhor estilo "tô putinha". A moça agora só consegue usar esse recurso labial para retratar seriedade em seus personagens. Alguém contrata um treinador de atores para ela - Fatima Toledo, help!!!
Já não podemos falar absolutamente nada de negativo quanto a atuação de James McAvoy. O rapaz é muito bom ator. Consegue dar leveza e inocência ao jovem e apaixonado Robbie e ao mesmo tempo, densidade e introspecção quando Robbie participa da guerra.
Fora McAvoy que realmente dá um show, o filme é muito fraco. A narrativa é péssima. O diretor usa recursos de flashback sem critério. No começo o flashback é usado para retratar diferentes visões de um mesmo acontecimento, o que seria muito inteligente se ele se restringisse a esse uso ao longo do filme. Só que depois o diretor usa o flashback, sem um significado especial e sem um critério definido, o que confunde os espectadores e apaga a boa idéia de usá-lo como ponto de vista diferente de algo que já apareceu antes.
Além disso, existem erros de direção de atores e de montagem que enfraquecem o filme. Um deles é quando Robbie vai para a casa da mocinha, levando a carta que dá início aos problemas. Na saída de seu quarto, ele bate com a carta duas vezes no portal. No plano seguinte, ele chama a irmã da mocinha (a vilã da histório - boa atriz adolescente) e novamente bate duas vezes com a carta na cerca de madeira. Um gesto (ação) totalmente vazio, sem significado na história, repetitivo, sem função de cena, sem servir como apoio ao ator. Um bom diretor jamais teria feito a montagem com duas cenas seguidas mostrando o mesmo gesto. Sendo que esse gesto não aparece mais em nenhum outro momento do filme.
O desfecho do filme deixa muito a desejar, dando a impressão de que o romance é mal acabado. De qualquer forma parte de uma idéia interessante. Mas seria um excelente filme se fosse melhor realizado. Não é filme para ser indicado ao Oscar de melhor Filme, quem dirá filme para ganhar o Oscar.
Se fosse só pela beleza, estaria tudo ótimo. Já vimos belas atrizes se enfeiarem para viver um personagem (vide Charlize Theron em Monster) e o fizeram com maestria. Porém Keira se perdeu em sua atuação. Ela está reproduzindo cacuetes que adquiriu em filmes chamados de ação, e agora não consegue se libertar daquele travar de lábios que ela faz, no melhor estilo "tô putinha". A moça agora só consegue usar esse recurso labial para retratar seriedade em seus personagens. Alguém contrata um treinador de atores para ela - Fatima Toledo, help!!!
Já não podemos falar absolutamente nada de negativo quanto a atuação de James McAvoy. O rapaz é muito bom ator. Consegue dar leveza e inocência ao jovem e apaixonado Robbie e ao mesmo tempo, densidade e introspecção quando Robbie participa da guerra.
Fora McAvoy que realmente dá um show, o filme é muito fraco. A narrativa é péssima. O diretor usa recursos de flashback sem critério. No começo o flashback é usado para retratar diferentes visões de um mesmo acontecimento, o que seria muito inteligente se ele se restringisse a esse uso ao longo do filme. Só que depois o diretor usa o flashback, sem um significado especial e sem um critério definido, o que confunde os espectadores e apaga a boa idéia de usá-lo como ponto de vista diferente de algo que já apareceu antes.
Além disso, existem erros de direção de atores e de montagem que enfraquecem o filme. Um deles é quando Robbie vai para a casa da mocinha, levando a carta que dá início aos problemas. Na saída de seu quarto, ele bate com a carta duas vezes no portal. No plano seguinte, ele chama a irmã da mocinha (a vilã da histório - boa atriz adolescente) e novamente bate duas vezes com a carta na cerca de madeira. Um gesto (ação) totalmente vazio, sem significado na história, repetitivo, sem função de cena, sem servir como apoio ao ator. Um bom diretor jamais teria feito a montagem com duas cenas seguidas mostrando o mesmo gesto. Sendo que esse gesto não aparece mais em nenhum outro momento do filme.
O desfecho do filme deixa muito a desejar, dando a impressão de que o romance é mal acabado. De qualquer forma parte de uma idéia interessante. Mas seria um excelente filme se fosse melhor realizado. Não é filme para ser indicado ao Oscar de melhor Filme, quem dirá filme para ganhar o Oscar.
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