Este filme com Doris Day é um delicioso musical, com todos os elementos de uma comédia romântica. As músicas são excelentes, os números musicais mantém o espírito do filme, as músicas entram em momentos adequados. Além disso, o elenco é ótimo, valendo a observação para a gordona, fantástica e engraçadíssima.
O filme é muito agradável, bem realizado e tem algumas cenas picantes para a Hollywood década de 50, especialmente no piquenique da fábrica de pijamas onde as moças dançam e aparecem suas calcinhas cheias de babados (que mais parecem shortinhos). Fico me perguntando se na década de 50 aquele tipo de evento era tão libertino e ao mesmo tempo tão inocente quando o que aparece no filme...
Vale a pena ver, é divertido. Especialmente para quem gosta de musical.
domingo, 27 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
O Escorpião de Jade
Hilário! Dessa vez Woody Allen acertou em cheio! Todos os personagens são super bem elaborados. Os diálogos do filme são pérolas de humor e sarcasmo.
Fora esses elogios, é um filme de Woody Allen, com poucos cenários, ótimos atores, uma montagem correta e muito jazz. E dessa vez o personagem de Allen é menos neurótico do que em seus outros filme, o que é um alívio, de certa forma.
É um filme para quem gosta e para quem não gosta de Woody Allen. Divertido do começo ao fim.
Fora esses elogios, é um filme de Woody Allen, com poucos cenários, ótimos atores, uma montagem correta e muito jazz. E dessa vez o personagem de Allen é menos neurótico do que em seus outros filme, o que é um alívio, de certa forma.
É um filme para quem gosta e para quem não gosta de Woody Allen. Divertido do começo ao fim.
Mar Adentro
Finalmente, depois de anos, consegui ver Mar Adentro.
É um filme interessante, bem realizado, com uns delírios muito legais (do personagem de Javier Bardem). Mas é um filme sério, muito sério. Se o espectador estiver querendo assistir algo leve, esse não é o filme!
É um filme bonito, que trata de um assunto muito delicado: a eutanásia. A história do homem que há 30 anos vive sobre uma cama, paraplégico, e que resolveu terminar seus dias dignamente (através da morte), é tocante. Porém é um filme lento, que não dirige o espectador às lágrimas.
Aliás, é muito interessante observar, ao ver Mar Adentro, que o cinema europeu se distancia do americano ao tratar de temas delicados da vida humana. Se Mar Adentro fosse um filme hollywoodiano, ele seria certamente manipularia os espectadores para tocar seus corações e levá-los às lágrimas. Mar Adentro não é assim. Todos que assistem o filme ficam interessados nas colocações do personagem Ramón. O filme chega a nos levar a torcer por Ramón. Mas apesar desse aparente envolvimento com o "herói", o espectador continua à parte. O filme tem essa qualidade de manter o espectador à distância. É como se Mar Adentro tivesse sido feito somente para apresentar ao espectador a realidade das pessoas que vivem em condições como as de Ramón. E enquanto apresenta a situação da vida dessas pessoas, deixa o espectador livre para chegar às suas próprias conclusões sobre a eutanásia, de acordo com seus padrões éticos e morais. O filme é baseado em fatos reais, ou seja, é um prato cheio para a realização de um dramalhão. Mas apesar disso e de apresentar todo o drama vivido por Ramón o filme não manipula o espectador.
Javier Bardem está muito bem como o ancião paralítico. Realmente é um grande ator, que consegue representar somente com seu rosto.
Vejam, mas num dia em que estejam introspectivos, preocupados com o destino da humanidade.
É um filme interessante, bem realizado, com uns delírios muito legais (do personagem de Javier Bardem). Mas é um filme sério, muito sério. Se o espectador estiver querendo assistir algo leve, esse não é o filme!
É um filme bonito, que trata de um assunto muito delicado: a eutanásia. A história do homem que há 30 anos vive sobre uma cama, paraplégico, e que resolveu terminar seus dias dignamente (através da morte), é tocante. Porém é um filme lento, que não dirige o espectador às lágrimas.
Aliás, é muito interessante observar, ao ver Mar Adentro, que o cinema europeu se distancia do americano ao tratar de temas delicados da vida humana. Se Mar Adentro fosse um filme hollywoodiano, ele seria certamente manipularia os espectadores para tocar seus corações e levá-los às lágrimas. Mar Adentro não é assim. Todos que assistem o filme ficam interessados nas colocações do personagem Ramón. O filme chega a nos levar a torcer por Ramón. Mas apesar desse aparente envolvimento com o "herói", o espectador continua à parte. O filme tem essa qualidade de manter o espectador à distância. É como se Mar Adentro tivesse sido feito somente para apresentar ao espectador a realidade das pessoas que vivem em condições como as de Ramón. E enquanto apresenta a situação da vida dessas pessoas, deixa o espectador livre para chegar às suas próprias conclusões sobre a eutanásia, de acordo com seus padrões éticos e morais. O filme é baseado em fatos reais, ou seja, é um prato cheio para a realização de um dramalhão. Mas apesar disso e de apresentar todo o drama vivido por Ramón o filme não manipula o espectador.
Javier Bardem está muito bem como o ancião paralítico. Realmente é um grande ator, que consegue representar somente com seu rosto.
Vejam, mas num dia em que estejam introspectivos, preocupados com o destino da humanidade.
Viver e Morrer em Los Angeles
Gente, que filme chato! O filme é metido demais, a ser um super filme de ação, mas de ação não tem praticamente nada. É lento demais. O que vale é ver a cara do Williem Dafoe novinho. Fora isso, o filme é chato.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Cenas de Um Shopping
Esse é o Woody Allen que não é de Woody Allen! Apesar de ser com ele.
O filme é divertido: os sabores e dissabores de um dia, que deveria ser especial, na vida de um casal que está junto já há muito tempo. É engraçado ver a neurose de Allen alimentado pela complacência e "compreensão" de sua esposa psicóloga.
Os diálogos são inacreditáveis. Como filme é bem realizado, fico portanto, sem comentários.
Para quem gosta de Woody Allen e seu personagem característico é um prato cheio.
O filme é divertido: os sabores e dissabores de um dia, que deveria ser especial, na vida de um casal que está junto já há muito tempo. É engraçado ver a neurose de Allen alimentado pela complacência e "compreensão" de sua esposa psicóloga.
Os diálogos são inacreditáveis. Como filme é bem realizado, fico portanto, sem comentários.
Para quem gosta de Woody Allen e seu personagem característico é um prato cheio.
A Testemunha
Novamente filmes dos anos 80, dessa vez com Harrison Ford.
A Testemunha é um bom filme de suspense, porém com uma dose talvez excessiva de acúcar amoroso. Mas é um filme agradável de se ver. Nada demais, vale o aluguel em vídeo.
A Testemunha é um bom filme de suspense, porém com uma dose talvez excessiva de acúcar amoroso. Mas é um filme agradável de se ver. Nada demais, vale o aluguel em vídeo.
A Família Addams 2
Revendo novamente os filmes do passado (dessa vez um passado não muito distante, porém).
O filme é muito macabro! Macabro do tipo engraçado. Esse é o tipo de filme que vale a pena ver, especialmente aqueles que gostam de humor negro.
Notei uma coisa em relação ao personagem de Angelica Houston (Morticia Addams): há sempre um faixo de luz sobre seus olhos, marcando-os ainda mais. Diga-se de passagem, parece que ela nasceu para fazer esse personagem!
Filme divertido, despretencioso, com uma história bobinha, mas divertida.
O filme é muito macabro! Macabro do tipo engraçado. Esse é o tipo de filme que vale a pena ver, especialmente aqueles que gostam de humor negro.
Notei uma coisa em relação ao personagem de Angelica Houston (Morticia Addams): há sempre um faixo de luz sobre seus olhos, marcando-os ainda mais. Diga-se de passagem, parece que ela nasceu para fazer esse personagem!
Filme divertido, despretencioso, com uma história bobinha, mas divertida.
Ponto de Vista
Pipocão maneiríssimo!!! Muito legal mesmo! A trama é ótima! A ação é muito boa também. O filme te deixa eletrizado do começo ao fim.
A edição é muito bem sacada. Realmente o diretor, o roteirista e o editor foram muito criativos. O filme é diversão pura. Eu não dava nada por ele, saí do cinema super empolgada.
Vejam! Recomendo!
A edição é muito bem sacada. Realmente o diretor, o roteirista e o editor foram muito criativos. O filme é diversão pura. Eu não dava nada por ele, saí do cinema super empolgada.
Vejam! Recomendo!
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Musicais do passado - Hello Dolly
Hello Dolly conta com Barbara Streisand novinha. Uma graça e um vozeirão!
O filme é o remake nas telas de um sucesso da Broadway e é dirigido por Gene Kelly, o grande dançarino dos anos 50 de Hollywood. Mas, apesar de todo o brilho e maestria de Gene Kelly e das múltiplas possibilidades de Ms. Streisand, o filme é chato.
A história é simpática, mas seu desenrolar é abrupto. As cenas de música são excessivas e muito longas, o que cansa o espectador. Os dois personagens acessórios masculinos, são dois bailarinos (facilmente identificáveis pelo tipo físico) que cantam super mal e têm vários números cantados (não entendi onde Mr. Kelly queria chegar!). Quando La Streisand canta, o mundo se ilumina, mas quanto todos os demais cantam e dançam dá vontade de chorar.
Walter Matthau cantando e dançando? Péssimo! Parece que a marca de Matthau eram os tipos rabugentos, e seu personagem desse filme, apesar de cantar e dançar, não é uma exceção!
Acho que o grande momento do filme é quando Dolly volta à seu night club favorito e é recebido como uma rainha. Nessa hora se canta Hello Dolly, nessa hora aparece Louis Armstrong. Vale a pena enfrentar o filme só por essa cena espetacular de dança e canto.
As músicas são maravilhosas, mas o filme em si não. Deixa muito a desejar a seus antecessores, como Cantando na Chuva, My Fair Lady, Noviça Rebelde. Nem sempre essas adaptações que Hollywood fazia dos musicais da Broadway davam certo. Esse não é tão ruim quanto O Rei e Eu, mas também não é nenhuma obra-prima. Não sei porque, mas aposto que o musical da Broadway era muito melhor do que o filme é.
Se você não é do tipo que gosta de musicais e nem se sente arrebatado por cenas de dança (pelo menos as coreografias do filme são boas), não veja. Vai se cansar à toa. Para os amantes de boa dança, é recomendável.
O filme é o remake nas telas de um sucesso da Broadway e é dirigido por Gene Kelly, o grande dançarino dos anos 50 de Hollywood. Mas, apesar de todo o brilho e maestria de Gene Kelly e das múltiplas possibilidades de Ms. Streisand, o filme é chato.
A história é simpática, mas seu desenrolar é abrupto. As cenas de música são excessivas e muito longas, o que cansa o espectador. Os dois personagens acessórios masculinos, são dois bailarinos (facilmente identificáveis pelo tipo físico) que cantam super mal e têm vários números cantados (não entendi onde Mr. Kelly queria chegar!). Quando La Streisand canta, o mundo se ilumina, mas quanto todos os demais cantam e dançam dá vontade de chorar.
Walter Matthau cantando e dançando? Péssimo! Parece que a marca de Matthau eram os tipos rabugentos, e seu personagem desse filme, apesar de cantar e dançar, não é uma exceção!
Acho que o grande momento do filme é quando Dolly volta à seu night club favorito e é recebido como uma rainha. Nessa hora se canta Hello Dolly, nessa hora aparece Louis Armstrong. Vale a pena enfrentar o filme só por essa cena espetacular de dança e canto.
As músicas são maravilhosas, mas o filme em si não. Deixa muito a desejar a seus antecessores, como Cantando na Chuva, My Fair Lady, Noviça Rebelde. Nem sempre essas adaptações que Hollywood fazia dos musicais da Broadway davam certo. Esse não é tão ruim quanto O Rei e Eu, mas também não é nenhuma obra-prima. Não sei porque, mas aposto que o musical da Broadway era muito melhor do que o filme é.
Se você não é do tipo que gosta de musicais e nem se sente arrebatado por cenas de dança (pelo menos as coreografias do filme são boas), não veja. Vai se cansar à toa. Para os amantes de boa dança, é recomendável.
Paixão de Ocasião e Beijando Jessica Stein
Vou falar dos dois filmes juntos porque comprei um DVD que tem os dois filmes.
Nunca tinha visto Paixão de Ocasião. É aquela típica comédia romântica, da workaholic que fica obcecada por um homem e não vê que seu príncipe encantado está a seus pés, totalmente à sua disposição. A mulher se enfia numa trama enroladíssima por causa de trabalho, envolvendo o tal príncipe encantado. É um filme totalmente água com açúcar, bom para ver num dia de chuva, enroladinho no cobertor com o gatinho, totalmente descompromissado.
Beijando Jessica Stein é um filme que envelheceu. Quando o vi pela primeira vez, ri horrores. Me diverti com a situação da protagonista que não consegue um namorado e acaba com uma namorada. Mas dessa vez que o assisti, achei um filminho água com açucar, meio bobinho. Como curiosidade vale a pena ver Jessica Stein, a pessoa mais travada para relacionamentos que eu já vi no cinema americano!
Nunca tinha visto Paixão de Ocasião. É aquela típica comédia romântica, da workaholic que fica obcecada por um homem e não vê que seu príncipe encantado está a seus pés, totalmente à sua disposição. A mulher se enfia numa trama enroladíssima por causa de trabalho, envolvendo o tal príncipe encantado. É um filme totalmente água com açúcar, bom para ver num dia de chuva, enroladinho no cobertor com o gatinho, totalmente descompromissado.
Beijando Jessica Stein é um filme que envelheceu. Quando o vi pela primeira vez, ri horrores. Me diverti com a situação da protagonista que não consegue um namorado e acaba com uma namorada. Mas dessa vez que o assisti, achei um filminho água com açucar, meio bobinho. Como curiosidade vale a pena ver Jessica Stein, a pessoa mais travada para relacionamentos que eu já vi no cinema americano!
Reedição de Oscar Passado - As Invasões Bárbaras
Grande crítica ao sistema público de saúde canadense. O filme é muito divertido. Quem tem uma verve um pouco mais intelectual, vai adorar as discussões intelectuais dos atores. É algo tão abstrato, tão fora da nossa realidade cotidiana atual.
É um filme que, no fundo, fala de amor: amor dos pais pelos filhos, dos filhos pelos pais, das pessoas pela vida, dos amigos uns pelos outros. É a decadência física de um deles, que os leva à união, à superação em conjunto, e especialmente para o filho, o redescobrimento de quem era o pai, do carinho e do amor paterno, e do carinho e amor que ele sente pelo pai.
O filho é um chato, duro, não sorri nunca. Mas é capaz de gestos de carinho: apesar de todo o rancor, sai de Londres e vai para o Canadá ficar ao lado do pai nos seus últimos dias. Faz isso pela mãe, é claro, mas acaba vendo que foi o melhor que fez por si próprio e pelo velho doente.
É um filme muito bonito e comovente, com as pitadas de humor intelectualóide. Claro que é um filme bem feito tecnicamente, então não tenho comentários a esse respeito.
Vejam!
É um filme que, no fundo, fala de amor: amor dos pais pelos filhos, dos filhos pelos pais, das pessoas pela vida, dos amigos uns pelos outros. É a decadência física de um deles, que os leva à união, à superação em conjunto, e especialmente para o filho, o redescobrimento de quem era o pai, do carinho e do amor paterno, e do carinho e amor que ele sente pelo pai.
O filho é um chato, duro, não sorri nunca. Mas é capaz de gestos de carinho: apesar de todo o rancor, sai de Londres e vai para o Canadá ficar ao lado do pai nos seus últimos dias. Faz isso pela mãe, é claro, mas acaba vendo que foi o melhor que fez por si próprio e pelo velho doente.
É um filme muito bonito e comovente, com as pitadas de humor intelectualóide. Claro que é um filme bem feito tecnicamente, então não tenho comentários a esse respeito.
Vejam!
Curtindo a Vida Adoidado - Volta aos anos 80
Curtindo a Vida Adoidado é aquele filme que todo mundo viu com Matthew Broderick. Por causa desse filme todos juravam que ele se transformaria num grande ator cinematográfico. Que nada! O cara tinha um forte pé no teatro e assim se manteve. De fato, pouco após esse filme, ele se afastou de vez do cinema e tem se dedicado exclusivamente à Broadway.
Voltando ao filme: é um barato! As loucuras de um adolescente totalmente careless, que nasceu com o bumbum para a lua. Tudo na vida do garoto dá certo, para desgraça de sua irmã e de seu melhor amigo, que se mete em altas enrascadas com o sortudo de plantão.
O garoto nasceu político e morrerá político. Ele apronta todas, mas quando quer, e para quem interessa, sabe se portar como um santo. As coisas que ele apronta são engraçadíssimas e inacreditáveis, mas é um filme para adolescente, que curtimos muito mais na adolescência do que na vida adulta. Depois que a gente entra nessa fase séria da vida (vida adulta), sabe que tudo aquilo é uma grande curtição do descompromisso adolescente, que hoje, jamais poderíamos fazer. Mas seria bom se todos tivéssemos tido, quando adolescentes, um dia de Ferris Bueller! Acho que nos sentiríamos melhores adultos!
Vale a pena ver! Muito divertido!
Voltando ao filme: é um barato! As loucuras de um adolescente totalmente careless, que nasceu com o bumbum para a lua. Tudo na vida do garoto dá certo, para desgraça de sua irmã e de seu melhor amigo, que se mete em altas enrascadas com o sortudo de plantão.
O garoto nasceu político e morrerá político. Ele apronta todas, mas quando quer, e para quem interessa, sabe se portar como um santo. As coisas que ele apronta são engraçadíssimas e inacreditáveis, mas é um filme para adolescente, que curtimos muito mais na adolescência do que na vida adulta. Depois que a gente entra nessa fase séria da vida (vida adulta), sabe que tudo aquilo é uma grande curtição do descompromisso adolescente, que hoje, jamais poderíamos fazer. Mas seria bom se todos tivéssemos tido, quando adolescentes, um dia de Ferris Bueller! Acho que nos sentiríamos melhores adultos!
Vale a pena ver! Muito divertido!
Volta ao passado - Íntimo e Pessoal
Eu até hoje não entendi muito bem o porquê desse filme. Acho que foi porque o diretor queria uma história onde ele pudesse colocar juntos, na mesma tela, dois belos astros: Robert Redford e Michele Pfeiffer.
O filme é um dramalhão, que conta a trajetória de uma aspirante a reporter de sucesso, que é apadrinhada por um ex-grande repórter, que está meio encalhado numa estação local de TV (em Miami), numa situação de diretor do jornal local ou algo do gênero. Parece que a mesmice e o comodismo se apoderaram do sujeito.
Já a mulher é o oposto dele: ela é a encarnação viva da ambição. Pelo menos é ambição com uma boa dose de humildade, que permite que ela aprenda com ele e que ele goste de ensinar os meandros da profissão para a bela moça. Claro que ela começa lá de baixo e vai conseguindo galgar pequenos degraus nos primeiros momentos. Até que começa a deslanchar na carreira.
No decorrer da ascensão dela, eles se casam, o cara vira o sombra dela, o que o deixa perturbado. E ele resolver se redescobrir, se reinventar, e parte em vôo solo, para se colocar em pé de igualdade com sua esposa famosa. É uma catástrofe total.
O filme é bonito, agradável, mas não é nada além disso. É um filme superficial, com uma história banal. Poderia ser fantástico, mas falta algo. É bem feito, bem realizado, os dois estão super bonitos (acho que é o último filme em que Redford ainda podia ser chamado de um belo homem), mas é só isso. A história é pobre e talvez o aspecto interessante seja ver um pouquinho dos bastidores dos telejornais.
Totalmente passável.
O filme é um dramalhão, que conta a trajetória de uma aspirante a reporter de sucesso, que é apadrinhada por um ex-grande repórter, que está meio encalhado numa estação local de TV (em Miami), numa situação de diretor do jornal local ou algo do gênero. Parece que a mesmice e o comodismo se apoderaram do sujeito.
Já a mulher é o oposto dele: ela é a encarnação viva da ambição. Pelo menos é ambição com uma boa dose de humildade, que permite que ela aprenda com ele e que ele goste de ensinar os meandros da profissão para a bela moça. Claro que ela começa lá de baixo e vai conseguindo galgar pequenos degraus nos primeiros momentos. Até que começa a deslanchar na carreira.
No decorrer da ascensão dela, eles se casam, o cara vira o sombra dela, o que o deixa perturbado. E ele resolver se redescobrir, se reinventar, e parte em vôo solo, para se colocar em pé de igualdade com sua esposa famosa. É uma catástrofe total.
O filme é bonito, agradável, mas não é nada além disso. É um filme superficial, com uma história banal. Poderia ser fantástico, mas falta algo. É bem feito, bem realizado, os dois estão super bonitos (acho que é o último filme em que Redford ainda podia ser chamado de um belo homem), mas é só isso. A história é pobre e talvez o aspecto interessante seja ver um pouquinho dos bastidores dos telejornais.
Totalmente passável.
Recuperando o atraso 2 - Lua de Papel
Depois da leva de filmes antigos que eu comprei em DVD, pelo visto vou passar um tempo só falando deles. Se preparem.
Lua de Papel é uma graça! O filme deu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante a Tatum O'Neal (exatamente, a filha de Ryan O'Neal, que faz seu suposto pai no filme). E ela está mesmo uma graça. O filme é delicioso, engraçadinho. Aquele filme agradável de se ver, despretensioso, divertido.
Ele, como sempre, lindo, faz o papel de um espertalhão que vê sua vida cruzada pela filha de uma de suas antigas namoradas. A filha não tem pai, e se parece muito com ele. Ele, querendo dar uma de bom cidadão, resolve ajudar a menina e levá-la até a casa da tia. Só que no desenrolar do filme, vamos descobrindo (e ele também) que a menina é muito mais esperta do que ele, que ela é muito mais trambiqueira do que ele e que tem todas as qualidades para ser realmente sua filha.
Se desenvolve entre os dois uma relação de amor e ódio, marcada basicamente por essa trambicagem mútua. É delicioso de ver. Alguns momentos são hilários e a menina é um espécime raro.
Recomendo.
Lua de Papel é uma graça! O filme deu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante a Tatum O'Neal (exatamente, a filha de Ryan O'Neal, que faz seu suposto pai no filme). E ela está mesmo uma graça. O filme é delicioso, engraçadinho. Aquele filme agradável de se ver, despretensioso, divertido.
Ele, como sempre, lindo, faz o papel de um espertalhão que vê sua vida cruzada pela filha de uma de suas antigas namoradas. A filha não tem pai, e se parece muito com ele. Ele, querendo dar uma de bom cidadão, resolve ajudar a menina e levá-la até a casa da tia. Só que no desenrolar do filme, vamos descobrindo (e ele também) que a menina é muito mais esperta do que ele, que ela é muito mais trambiqueira do que ele e que tem todas as qualidades para ser realmente sua filha.
Se desenvolve entre os dois uma relação de amor e ódio, marcada basicamente por essa trambicagem mútua. É delicioso de ver. Alguns momentos são hilários e a menina é um espécime raro.
Recomendo.
Recuperando o atraso - Muito Além do Jardim
Gente, estou super atrasada com os DVDs que ando vendo. Vou começar com um que vi já tem umas 3 semanas, mas que me esqueci completamente de comentar: Muito Além do Jardim.
É o filme com Peter Sellers, se não me engano é seu último filme. O cara se apaixonou tanto pela história do livro O Videota, que comprou os direitos do filme. Parece que foi a meta da vida de Sellers: fazer esse filme.
O filme é muito interessante, mostra como o ser humano interpreta o que o outro diz, sem se aprofundar. Sem contar a parte do sujeito que só conhece o mundo pela televisão (Sellers), e que devido à interpretação que os outros dão ao que ele fala, acaba com fama de um homem de inteligência brilhante, quando de fato é um Zé Mané.
É um personagem ao mesmo tempo completamente idiota e angelical. Fiquei com a sensação no fim do filme de que ele na verdade é um anjo que foi enviado à vida daquelas pessoas para ajustar alguns pequenos detalhes. O final do filme é de muita delicadeza.
Não dá para comentar nada em termos técnicos. O filme é todo bem feito. Sellers está absolutamente fantástico.
Vale a pena ver, mas não esperem risadas.
É o filme com Peter Sellers, se não me engano é seu último filme. O cara se apaixonou tanto pela história do livro O Videota, que comprou os direitos do filme. Parece que foi a meta da vida de Sellers: fazer esse filme.
O filme é muito interessante, mostra como o ser humano interpreta o que o outro diz, sem se aprofundar. Sem contar a parte do sujeito que só conhece o mundo pela televisão (Sellers), e que devido à interpretação que os outros dão ao que ele fala, acaba com fama de um homem de inteligência brilhante, quando de fato é um Zé Mané.
É um personagem ao mesmo tempo completamente idiota e angelical. Fiquei com a sensação no fim do filme de que ele na verdade é um anjo que foi enviado à vida daquelas pessoas para ajustar alguns pequenos detalhes. O final do filme é de muita delicadeza.
Não dá para comentar nada em termos técnicos. O filme é todo bem feito. Sellers está absolutamente fantástico.
Vale a pena ver, mas não esperem risadas.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Celebridades
Celebridades era na minha opinião um dos filmes mais chatos de Woody Allen. Até que o revi semana passada. Dessa vez achei o filme uma deliciosa paródia da vida das estrelas e dos aspirantes a estrela. Fiquei impressionada com a quantidade de famosos que participam do filme, em papeis totalmente secundários.
O filme não segue uma linha de história muito precisa. São várias historietas que se intercalam, sem um final propriamente dito, mostrando o que os ilustres fazem pela fama. É engraçado, mas um pouco árido para quem o vê pela primeira vez ou para quem não gosta muito de Woody Allen.
O filme não segue uma linha de história muito precisa. São várias historietas que se intercalam, sem um final propriamente dito, mostrando o que os ilustres fazem pela fama. É engraçado, mas um pouco árido para quem o vê pela primeira vez ou para quem não gosta muito de Woody Allen.
Cinderela em Paris
Eu, como boa fã da Audrey Hepburn, estou completando minha coleção de DVDs de seus filmes. Minha última aquisição foi Cinderela em Paris (Funny Face), com Fred Astaire.
O filme é fofo, e nele ela canta de verdade, ao contrário da sacanagem que fizeram com a pobre em My Fair Lady. Claro que a voz dela é suave demais, falta força, falta brilho. Mas tem um quê de sinceridade insuperável e que teria caído muito melhor à personagem de My Fair Lady do que aquele vozeirão que canta, mas que fica óbvio que não é de Audrey.
Mas voltando a Cinderela em Paris: o filme conta a descoberta, por um fotógrafo (Astaire) de uma belíssima livreira metida a filósofa. Ele tenta transformá-la em uma modelo, e seus esforços são quase em vão. No meio tempo, temos belíssimas cenas de Paris e arredores, vários números musicais. E as discrepâncias entre o meio filosófico e o meio típico americano são hilárias. Quando Astaire e sua editora vão ao antro do filósofo "empatialista" e precisam se apresentar aos demais convidados, eles fazem uma performance típica dos grandes espetáculos/filmes americanos, totalmente contrária às performances introspectivas da tchurma "empatialista".
As coreografias "empatialistas" são moderníssimas. E a dança de Astaire em frente ao balcão de Audrey é magnífica. Mostra toda a habilidade do grande dançaarino-ator-cantor. O homem era um gênio, dançava com tudo, fazia de qualquer elemento de cena um auxílio para mostrar sua maestria. E nesse filme ele está bem mais velho, suas danças são poucas e muito delicadas, sem exageros para seu físico, talvez já não tão enérgico quanto antes. Por isso, no filme esse é o grande número de Astaire.
As coreografias de Audrey ou de Astaire com Audrey são bem mais simples. Não me pareceu que quiseram explorar as habilidades dela como bailarina. Então temos a sensação de que ela é uma bailarina-dançarina muito inferior a Astaire, o que deve ser pouco provável, já que ela veio do ballet para as telas.
Mas o filme é agradável. As coreografias modernas fogem um pouco ao padrão do musical hollywoodiano, e beiram o chato às vezes, especialmente a coreografia de Audrey no café "empatialista". Mas mesmo assim o filme continua sendo muito agradável.
O filme é fofo, e nele ela canta de verdade, ao contrário da sacanagem que fizeram com a pobre em My Fair Lady. Claro que a voz dela é suave demais, falta força, falta brilho. Mas tem um quê de sinceridade insuperável e que teria caído muito melhor à personagem de My Fair Lady do que aquele vozeirão que canta, mas que fica óbvio que não é de Audrey.
Mas voltando a Cinderela em Paris: o filme conta a descoberta, por um fotógrafo (Astaire) de uma belíssima livreira metida a filósofa. Ele tenta transformá-la em uma modelo, e seus esforços são quase em vão. No meio tempo, temos belíssimas cenas de Paris e arredores, vários números musicais. E as discrepâncias entre o meio filosófico e o meio típico americano são hilárias. Quando Astaire e sua editora vão ao antro do filósofo "empatialista" e precisam se apresentar aos demais convidados, eles fazem uma performance típica dos grandes espetáculos/filmes americanos, totalmente contrária às performances introspectivas da tchurma "empatialista".
As coreografias "empatialistas" são moderníssimas. E a dança de Astaire em frente ao balcão de Audrey é magnífica. Mostra toda a habilidade do grande dançaarino-ator-cantor. O homem era um gênio, dançava com tudo, fazia de qualquer elemento de cena um auxílio para mostrar sua maestria. E nesse filme ele está bem mais velho, suas danças são poucas e muito delicadas, sem exageros para seu físico, talvez já não tão enérgico quanto antes. Por isso, no filme esse é o grande número de Astaire.
As coreografias de Audrey ou de Astaire com Audrey são bem mais simples. Não me pareceu que quiseram explorar as habilidades dela como bailarina. Então temos a sensação de que ela é uma bailarina-dançarina muito inferior a Astaire, o que deve ser pouco provável, já que ela veio do ballet para as telas.
Mas o filme é agradável. As coreografias modernas fogem um pouco ao padrão do musical hollywoodiano, e beiram o chato às vezes, especialmente a coreografia de Audrey no café "empatialista". Mas mesmo assim o filme continua sendo muito agradável.
A culpa é do Fidel
O filme é divertidíssimo! Para uma primeira incursão pelo cinema (que eu sabia, não pesquisei), a filha do Costa Gavras é ótima diretora. O filme é bem feito, é gostoso, divertido, triste e alegre ao mesmo tempo. Acho que todos irão gostar.
O filme conta as repercursões da mudança de vida dos pais de uma menina francesa, que decidem abandonar a vida tradicional, de um trabalho tradicional, para se enveredar por um caminho mais esquerdista, em defesa de valores humanitários e políticos mais justos. Claro que tem uma doideiras que não fazem sentido (o advogado hispano-francês que vai ajudar o povo do Chile), mas é um retrato fiel dos filhos burgueses que resolvem se engajar na luta política, típico do final dos anos 1960, começo dos anos 1970.
As perguntas que a menina faz para todos são impagáveis! "Você é barbudo vermelho?", "Nós estamos pobres porque viramos comunistas?"
Vale a pena, demais demais! E Julie Gavras mantém a postura politica do pai, só que por outra visão. Não a visão de quem quer transformar, mas sim pela visão inocente de uma criança que tem sua vida transformada (para pior) por causa dos ideais de seus pais. Engraçado ver que ela tem uma postura aparentemente diferente da do pai. Mas a escola foi ótima e o filme é maravilhoso!
O filme conta as repercursões da mudança de vida dos pais de uma menina francesa, que decidem abandonar a vida tradicional, de um trabalho tradicional, para se enveredar por um caminho mais esquerdista, em defesa de valores humanitários e políticos mais justos. Claro que tem uma doideiras que não fazem sentido (o advogado hispano-francês que vai ajudar o povo do Chile), mas é um retrato fiel dos filhos burgueses que resolvem se engajar na luta política, típico do final dos anos 1960, começo dos anos 1970.
As perguntas que a menina faz para todos são impagáveis! "Você é barbudo vermelho?", "Nós estamos pobres porque viramos comunistas?"
Vale a pena, demais demais! E Julie Gavras mantém a postura politica do pai, só que por outra visão. Não a visão de quem quer transformar, mas sim pela visão inocente de uma criança que tem sua vida transformada (para pior) por causa dos ideais de seus pais. Engraçado ver que ela tem uma postura aparentemente diferente da do pai. Mas a escola foi ótima e o filme é maravilhoso!
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