Tenho que aproveitar que estou em Brasília para conferir o que passa no Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro. E por incrível que pareça, Cleópatra de Julio Bressane foi o único filme do festival que consegui assistir.
Ontem foi a premiação e o filme levou 6 candangos. Quantidade um tanto quanto exagerada no meu ponto de vista. Alguns prêmios foram muito justos, como Direção de Arte, Melhor Fotogafia e Melhor Som. Mas Prêmio de Melhor Atriz para Alessandra Negrini foi um exagero. A atuação da global não é nenhum primor de interpretação, falta densidade ao personagem. Claro que ela é uma mulher bonita e plasticamente está perfeita no filme, mas sua atuação se resume à plástica do filme, nada mais.
Melhor trilha sonora foi outro exagero, afinal o filme tem pouca música. Entretanto a Edição de Som é ótima e o prêmio foi merecido.
Sobre o Prêmio de Melhor Filme, é difícil dizer qual o parâmetro utilizado pelo júri. Se foi o uso de uma linguagem não comercial, foi bem escolhido. Se foi a união dos vários componentes do filme, também foi bem escolhido. Mas se for pelo prazer que o filme dá ao espectador, o júri errou feio. O filme é esteticamente muito bonito, com planos longos, parecendo retratos, a direção de arte deu um show ao recompor os espaços e adereços do Egito de Cleópatra. Mas o filme é lento demais, arrastado demais, sem ação. Resumindo, é um belo filme, mas chato e cansativo! Talvez seja um excelente filme para se tirar alguns stills, imprimir e colocar na parede como se fosse um quadro, mas para assistir só se a pessoa estiver muito a fim de um momento introspecção total.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Casamento a Indiana
Mais uma da série Revendo Filmes Favoritos. O filme de Mira Nair é muito bom e não foi à toa que ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza.
O filme retrata a realidade de uma família de classe média-alta indiana às vésperas do casamento da única filha. O filme trata de relações humanas de forma profunda e ao mesmo tempo leve. Aborda temas como pedofilia, traição, fidelidade, maternidade, casamento, mas de uma visão positiva e cheia de esperanças. Esperanças de um futuro melhor, no lado bom do ser humano, no amor das pessoas, nos laços de família.
É um filme que acredita nos valores humanos, apesar de eles ficarem turvos em alguns pequenos momentos.
É sem dúvida, um filme inspirado, feliz, bem realizado, que deixa o espectador esperançoso, alegre, leve e orgulhoso de ser um ser humano. Enfim, faz bem à alma.
O filme retrata a realidade de uma família de classe média-alta indiana às vésperas do casamento da única filha. O filme trata de relações humanas de forma profunda e ao mesmo tempo leve. Aborda temas como pedofilia, traição, fidelidade, maternidade, casamento, mas de uma visão positiva e cheia de esperanças. Esperanças de um futuro melhor, no lado bom do ser humano, no amor das pessoas, nos laços de família.
É um filme que acredita nos valores humanos, apesar de eles ficarem turvos em alguns pequenos momentos.
É sem dúvida, um filme inspirado, feliz, bem realizado, que deixa o espectador esperançoso, alegre, leve e orgulhoso de ser um ser humano. Enfim, faz bem à alma.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Senhor dos Anéis
Sempre revejo aqueles filmes que gosto mais. E sobre o Senhor dos Anéis só consigo dizer: WOW! É um filmaço!
Peter Jackson teve muita coragem de passar para a telona um dos maiores romances literários de todos os tempos. Jackson conseguiu traduzir para imagens todo o ambiente que Tolkien desenvolveu em seus livros. Toda a fantasia está lá, os seres fantásticos (elfos, hobbits, ents, magos), os cenários inacreditáveis, os diferentes mundos.
O filme é rico em detalhes, pequenos detalhes que complementam a cena, dando a ela um realismo tal, que a gente chega a imaginar como teria sido a vida na Terra Média na Terceira Era. Quer dizer, se tivesse existido uma Terceira Era...
Mas, como não podia deixar de ser, num filme de 9 horas, encontramos alguns errinhos de continuação também. Para os fãs em detectar erros de continuação, aqui vai um: quando Pippin rouba a Palantir do Gandalf que está dormindo, ele a substitui por um vaso. Mas quando aparece o plano do Gandalf acordando, o vaso não está mais lá. Claro que esses errinhos de continuação são insignificantes dentro da totalidade da obra.
Na minha opinião, o único defeito do filme foi a escolha do Elijah Wood para o papel do Frodo. O garoto recorreu ao lugar comum das caretas para representar o sofrimento do seu personagem e transformou a forte relação de amizade que Frodo tem/desenvolve por Sam no livro em uma relação quase gay. Que me perdoe a comunidade masculina gay, mas o Frodo do filme segue o estereótipo do "viadinho": é sensível demais, é dependente demais, é fraco demais, se desespera demais e está sempre com um ar de "eu sou uma vítima". A interpretação dele é repetitiva e cansativa, são as mesmas caras de sofrimento, os mesmos gritos desesperados jogando o corpo para frente, como se estivesse tentando alcançar aquele por quem ele grita. Obviamente ele é um ator de poucos recursos, e isso cansa o espectador, que a partir de um determinado ponto da trilogia já antecipa o que Frodo vai fazer ("agora ele vai gritar Sam", "agora ele vai fazer cara de pobre coitado"). É claro que Frodo sofria na estória, mas era um sofrimento imposto pelo anel, não uma fraqueza de espírito do personagem. No filme parece que Frodo é fraco psicologicamente, além de emocional demais, o que não é uma característica do personagem no livro. Houve, digamos assim, uma humanização exagerada do personagem.
Mas à parte esse importante detalhe (afinal, ele é o principal personagem do filme), o filme é uma obra-prima. Prende a atenção do espectador, o envolve e o faz ficar sentado na poltrona querendo saber o que vai acontecer em seguida, tem uma montagem excelente, os atores estão muito bem, cenários e figurinos são absolutamente perfeitos. Claro que a versão que passou no cinema corta algumas partes, no mínimo interessantes, do livro. Mas da versão estendida não podemos reclamar, está tudo lá. E o que não está não é fundamental para a estória, podia realmente ser cortado. Vale a pena comprar o DVD da versão estendida quando ele for lançado no Brasil ou já comprá-lo nos EUA.
É um filmaço, uma obra-prima! É um filme para ver e rever, sempre.
Peter Jackson teve muita coragem de passar para a telona um dos maiores romances literários de todos os tempos. Jackson conseguiu traduzir para imagens todo o ambiente que Tolkien desenvolveu em seus livros. Toda a fantasia está lá, os seres fantásticos (elfos, hobbits, ents, magos), os cenários inacreditáveis, os diferentes mundos.
O filme é rico em detalhes, pequenos detalhes que complementam a cena, dando a ela um realismo tal, que a gente chega a imaginar como teria sido a vida na Terra Média na Terceira Era. Quer dizer, se tivesse existido uma Terceira Era...
Mas, como não podia deixar de ser, num filme de 9 horas, encontramos alguns errinhos de continuação também. Para os fãs em detectar erros de continuação, aqui vai um: quando Pippin rouba a Palantir do Gandalf que está dormindo, ele a substitui por um vaso. Mas quando aparece o plano do Gandalf acordando, o vaso não está mais lá. Claro que esses errinhos de continuação são insignificantes dentro da totalidade da obra.
Na minha opinião, o único defeito do filme foi a escolha do Elijah Wood para o papel do Frodo. O garoto recorreu ao lugar comum das caretas para representar o sofrimento do seu personagem e transformou a forte relação de amizade que Frodo tem/desenvolve por Sam no livro em uma relação quase gay. Que me perdoe a comunidade masculina gay, mas o Frodo do filme segue o estereótipo do "viadinho": é sensível demais, é dependente demais, é fraco demais, se desespera demais e está sempre com um ar de "eu sou uma vítima". A interpretação dele é repetitiva e cansativa, são as mesmas caras de sofrimento, os mesmos gritos desesperados jogando o corpo para frente, como se estivesse tentando alcançar aquele por quem ele grita. Obviamente ele é um ator de poucos recursos, e isso cansa o espectador, que a partir de um determinado ponto da trilogia já antecipa o que Frodo vai fazer ("agora ele vai gritar Sam", "agora ele vai fazer cara de pobre coitado"). É claro que Frodo sofria na estória, mas era um sofrimento imposto pelo anel, não uma fraqueza de espírito do personagem. No filme parece que Frodo é fraco psicologicamente, além de emocional demais, o que não é uma característica do personagem no livro. Houve, digamos assim, uma humanização exagerada do personagem.
Mas à parte esse importante detalhe (afinal, ele é o principal personagem do filme), o filme é uma obra-prima. Prende a atenção do espectador, o envolve e o faz ficar sentado na poltrona querendo saber o que vai acontecer em seguida, tem uma montagem excelente, os atores estão muito bem, cenários e figurinos são absolutamente perfeitos. Claro que a versão que passou no cinema corta algumas partes, no mínimo interessantes, do livro. Mas da versão estendida não podemos reclamar, está tudo lá. E o que não está não é fundamental para a estória, podia realmente ser cortado. Vale a pena comprar o DVD da versão estendida quando ele for lançado no Brasil ou já comprá-lo nos EUA.
É um filmaço, uma obra-prima! É um filme para ver e rever, sempre.
Piaf - Um Hino ao Amor
O filme se propõe a contar a vida de Edith Piaf, cantora francesa. É um filme emocionalmente pesado, pois a vida dela não foi uma vida fácil, ao contrário, foi uma vida BEM complicada, cheia de problemas, envolvimentos complicados com drogas (afinal é morfina?) e pessoas.
Entretanto o filme tem muitos flashbacks e a montagem do filme nos deixa ás vezes confusos, pois não sabemos como determinada pessoa apareceu na vida dela e nem porque sumiu de repente. Ficam algumas pontas soltas, o que incomoda depois. E a segunda guerra mundial? Qual a importância e o papel desse acontecimento na vida de Piaf?
Apesar dos senões da montagem, é um belo filme, com uma boa reconstrução de época.
Mas se preparem: é para sair triste do cinema.
Entretanto o filme tem muitos flashbacks e a montagem do filme nos deixa ás vezes confusos, pois não sabemos como determinada pessoa apareceu na vida dela e nem porque sumiu de repente. Ficam algumas pontas soltas, o que incomoda depois. E a segunda guerra mundial? Qual a importância e o papel desse acontecimento na vida de Piaf?
Apesar dos senões da montagem, é um belo filme, com uma boa reconstrução de época.
Mas se preparem: é para sair triste do cinema.
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