quarta-feira, 22 de abril de 2009

Crepúsculo - Twilight

Nossa... não dá pra ver esse filme... É MUUUUITO fraco. Aliás, os livros da série são também fracos. A escritora até partiu de uma idéia legal, mas ficou muito num universo adoslescente inconstrante e inseguro (ok, vários são assim, mas nem todos).

A história é bonitinha: a menina que se apaixona pelo garoto vampiro (Edward). E ele por ela. Mas ele procura deseperadamente mantê-la viva pois preza muito mais a vida dela do que "o sofrimento" que ele atravessa sendo vampiro. É claro que o que ela entende como sofrimento para ele não é, e o que ele entende como sofrimento para ela não é. Ela está disposta a trocar tudo para viver para sempre ao lado de Edward, mas ele não tem muita certeza se ele vale o preço que ela terá de pagar para isso. Enfim, muitas questões éticas vampirescas são até discutidas no livro de forma bem interessante, porém o personagem principal (Bella Swain) é uma chata. Acho que a autora escreveu o vampiro muito bem, pois Edward é um ser interessante, cheio de facetas, de surpresas, mas Bella é uma garota sem graça e deveras insegura.

O filme em si é bem realizado e segue bem a trama do livro. Porém o casting foi meio infeliz em duas personagens feminas centrais: Bella e Rosalie. Bella no livro é alguém muito transparente, que deixa suas emoções transparecerem em seu rosto. A menina que a interpreta é fraquíssima, fica sempre com a mesma cara apatetada, ou seja, não consegue passar ao espectador a Bella do livro. Rosalie no livro é linda e perfeita. E a moça que a interpreta tem uma beleza tão comum. A atriz poderia até ter uma beleza clássica, mas Nikki Reed loira ficou comum demais (morena melhora muito). Já Robert Pattinson (Edward) foi uma escolha perfeita - o garoto é bom mesmo. E Ashley Greene (Alice) foi ABSOLUTAMENTE perfeita fisicamente, parece que ela saiu diretao da minha imaginação para a tela do cinema!

Uma outra coisa que deixou a desejar foi a brancura dos vampiros. Eles não são tão brancos assim quanto descrito no livro. Pode ser melhorado na continuação...

Enfim, os adoradores da série vão se decepcionar um pouco com o filme. Eu não recomendo - nossa fantasia é mais bem elaborada e mais bonita do que o filme que foi feito.

Só em DVD.
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Translation soon

A Outra

Belo filme sobre as irmãs Bolena. A reconstrução de época é muito boa, o figuro é deslumbrante, cenários idem. Existem algumas incongruências relativas à fisico - o rei está muito bonito, magro e jovem, quando era, de fato feio, gordo e velho. Mas nada que comprometa a fantasia do espectador (bem melhor pensar num rei conquistador e bonitão do que num rei conquistador e feioso, não é mesmo?).

Scarlet Johansen e Natalie Portman estão muito bem, com elogios particulares à última que costuma fazer papéis bonzinhos e neste filme está fazendo muito bem o papel da irmã megera.

No todo é um filme agradável de se ver. Agora em DVD ou no Telecine.

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Beautiful film on the Boleyn sister. Very good reconstruction of a past time, beautiful costumes and scenery. There a few discrepancies regarding the king: in the film he is handsome, thin and young when in fact he was ugly, fat and old. But it doesn't diminish the production, after all it's much better to think on a handsome king than an ugly one.

Scarlet Johansen and Natalie Portman are really good, and I appreciated Natalie Portman's work more because normally she plays nice girls and in this film she is the ambitious and evil sister.

It's a nice movie. Should watch it. Now on DVD.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Estômago

O melhor filme brasileiro que eu vi no último ano. Estômago é um drama interessantíssimo sobre um migrante nordestino que vai tentar a sorte em São Paulo e acaba encontrando decadência, ascensão, ruína e poder.

Raimundo Nonato chega a São Paulo sem dinheiro e sem direção. Em suas andanças acaba parando num bar. O dono do bar, que precisa de mão de obra barata, contrata Nonato
para trabalhar no bar em troca de comida e moradia. Nonato aceita e logo é jogado na cozinha da espelunca. Só que o rapaz tem reais aptidões para a culinária e consegue transformar receitas ruins em acepipes maravilhosos.

Em um uso inteligentíssimo de flashforwards (o flashback invertido, ou seja, para a frente), vemos Nonato numa cela de prisão, se tornando cozinheiro e subindo dentro da sociedade carcerária, devido a seus atributo
s culinários.

Logo o bar fica cheio e aparece a gulosa prostituta Íria que encontra em Nonato o cliente/par perfeito - sexo em troca da alimentação saborosa de seu estômago sempre faminto. Íria e Nonato começam uma relação de amizade (ou seria amor?) e comida, puramente comercial para Íria.

Continuam as excelentes sequências de flashforward/flashback alternando a vida de Nonato na cadeia e seu relacionamento com seus companheiros de cela. Nonato é um gênio, consegue até transformar formiga em comida e arrebata a camaradagem de todos. E nós ficamos nos perguntando: como é que ele aprendeu tanto?

Surge então, Giovanni, dono de restaurante italiano, que oferece a Nonato
um trabalho na cozinha de seu restaurante. Giovanni ensina tudo o que pode a Nonato: de ingredientes, a vinhos, passando pelo ponto certo e as combinações adequadas de sabores, até comparações fantásticas sobre carne e mulher. E assim começa a ruína de Nonato, Giovanni e Íria...

O paralelo traçado entre a vida livre de Nonato e sua vida na cadeia é extremamente bem feita. Roteiro, direção e montagem fizeram um excelente trabalho conjunto.

Os atores estão todos muito bem. Para mim merece destaque Fabiula Nascimento fazendo a prostituta gorda e gulosa, pois foge ao estereótipo da puta que nos é apresentada em quase todos os filmes americanos: bonita, corpão e super sexy. Íria é a verdadeira mulher da vida: vulgar, gordinha, sofrida, preocupada com amigos, quando na verdade sua prioridade é ela mesma.

O diretor Marcos Jorge explora um universo doloroso: do migrante, da prostituição e da cadeia, sem cair na crueza e na obviedade de vários outros filme. Com maestria, Marcos Jorge une lirismo e poesia e consegue contar sua triste estória de forma graciosa e leve. É um filme sério, porém que não nos choca. Mas só de ver algumas cenas desse filme dá vontade de comer!

Vejam e revejam (que seja para abrir o apetite!). Só em DVD.

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The best brazilian movie that I saw this year. Stomach is a very interesting drama about a norhthern migrant that goes to São Paulo to get a new life and ends up finding decay, ascention, ruin and power.

Raimundo Nonato arrives at São Paulo without money and nowhere to go. During his walk he gets to a bar. The owner of this bar needs a cheap employer and hires Nonato to work for him for a food and housing wage. Nonato accepts and soon is thrown in the bar's kitchen. But he has real talent for cooking and manages to transform bad receiped into fine and delicious food.

In a really intelligent use of flashforwards (the opposite of flashback, we move for some time ahead), we see Nonato in a prision cell, becoming a cook and climbing up within the prision society, due to his cooking talent.

Soon the bar is crowded and the hungry prostitute Iria shows up and she finds in Nonato the perfect client/match - sex in exchange for good food for her always hungry stomach. Íria and Nonato begin a relationship based on friendship (or is it love?) and food, strictly commercial to Iria.

The excellent flashforward/flashback keep on going showing us Nonato's life in the jail and his relationship with his cell mates. Nonato is a genious, he manages to turn ants into food and gain everybody's simpathy. And we keep asking ourselves: where did he learn all this?

There comes Giovanni, owner of an italian restaurant that offers Nonato a job in his restaurant's kitchen. Giovanni teached Nonato everything that he can: from ingredients, to wine, going through the perfect cooking time and the adequate flavours combinations, even fantastic comparisons between meet and a woman's body. So it begins Nonato's, Giovanni's and Iria's ruin...

The parallel made between Nonato's free life and his life in jail is extremelly well done. Script, direction and editing did an excellent combined work. 

All actors are good, but for me the best is Fabiula Nascimento, who plays Iria, the fat and hungry prostitute, because she does not follow the steriotype of the beautifull, sexy with the perfect body, hooker shown in all american films. Iria is the real deal: vulgar, fat, painfull, worried with friend when in thruth she carries only about herself.

Director Marcos Jorge exploits a painfull universe: migrants, prostitution, jail, without being cruel and obvious like several other filmmakers. With a master's hand, Marcos Jorge combines lyrism and poetry and tells his sad story in a gracious and light way. It is a serious movie, but it does not shock us. And some scenes makes want to eat!

To be seen and reseen (at least to make us hungry!). Only in DVD.