sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Queime Depois de Ler



Grande comédia de humor nigérrimo dos irmãos Coen. Hilariante! Mas tem que assistir com olhos de humor negro mesmo, senão a diversão acaba.

Todos os grandes atores do filme (John Malkovich, George Clooney, Tilda Swinton, Brad Pitt,
 Frances McDormand) estão ótimos. Malkovich continua com aquela pose insuportável, parece que sempre o escolhem para o mesmo tipo de papel. Clooney está engraçadíssimo como o ex-segurança, marido traidor que vários casos paralelos - a cena em que ele está sozinho na casa da amante é impagável! Brad Pitt fazendo o professor de ginástica, garotão e metido a esperto também está muito bem. Tilda e Frances estão maravilhosas, uma esposa insuportável a a outra em
 busca do amor da sua vida pela internet.

O roteiro é bom, uma história cheia de reviravoltas e acontecimentos inesperados. É a genialidade dos irmãos Coen voltada para o humor negro e satírico. 

O filme conta a história de várias pessoas que giram ou conhecem o personagem de Malkovich, ex-agente da CIA que resolve se vingar contra
 a Agência. Uns o conhecem, outros conhecem a mulher dele e outros trabalham na Academia de Ginástica por onde eles passam ou malham e onde é achado o CD contendo informações secretas da CIA. Ao achar o CD, Pitt e McDormand resolvem chantagear o dono do CD e usam seus dotes bandidos na empreitada. Claro que eles se dão mal nessa história e Brad Pitt com aquela cara de príncipe encantado, se fazendo de bandido é hilário (notem como ele fecha os olhos quando encontra Malkovich).

São inúmeros erros daqueles personagens que nos dão este filme engraçadíssimo. Vale a pena ver.

Match Point


Mach Point é Woody Allen em seu explendor como diretor e roteirista. Tem o ritmo Woody, racional, sem ações muito intensas, mas é um roteiro fantástico. A trama é muito interessante e nos faz refletir sobre as aspirações das pessoas e até onde elas vão por suas ambições.

Match Point conta a história de Chris, fracassado tenista profissional, a quem faltava talento e dedicação no tênis que se envolve com família milionária inglesa. Chris começa como amigo do filho, casa com a filha e entra para a empresa. Só que logo no início do envolvimento dele com a família, ele conhece a namorada do amigo rico: uma americana, aspirante a atriz, por quem Chris cai perdidamente de paixão. Nada o impede de estreitar seus vínculos com a família milionária (o casamento, o trabalho) até que Nola engravida... e aí...

É um dos melhores filmes do diretor nova iorquino. Já ouvi isso algumas vezes e vou repetir aqui, pois sou obrigada a admitir que há uma parcela de realidade: parece que os melhores filmes de Woody Allen são os que ele é só diretor e não trabalha como ator.

Os amantes do diretor vão adora. Espero que os demais gostem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Escrito nas Estrelas


O filme Escrito nas Estrelas se chama Serendipity em inglês. Essa palavra significa descobrir/encontrar por acaso algo que seja bom, principalmente quando se está procurando por algo completamente diferente.

O filme mostra o encontro de um homem e uma mulher, que procuram presentes de natal para seus respectivos namorados. E ao se conhecer percebem o quanto são parecidos e que podem ser almas gêmeas. Entretanto ela resolve entregar tudo nas mãos do destino (eta mulher supersticiosa). Os anos passam e eles não voltam a se encontrar. Até que o destino resolve ajudá-los (ou não)...

Partindo de uma idéia meio mística os roteiristas conseguiram criar um enredo agradável. Ao juntar um bom diretor, John Cusack e Kate Beckinale, foi feito um filme muito simpático. Não seria uma comédia romântica, e sim um romance.

Gostoso de ver e despretencioso. Vale o aluguel do DVD naqueles dias de tranquilidade e romance.

Alta Sociedade - High Society


Como alguns leitores sabem, sou apaixonada pelos antigos musicais de Hollywood e Alta Sociedade é um dos meus favoritos.

O filme retrata os dias anteriores ao casamento de uma ricaça americana e as relações da imprensa com os ricos. Apesar de ser um doce musical, cheio de momentos românticos, com a presença e as belas vozes de Frank Sinatra e Bing Crosby, o filme faz uma crítica à forma como a imprensa encara, retrata e invade a vida das pessoas da alta sociedade. E muitas vezes, como as pessoas em evidência usam essas revistas para aparecerem.

É também o último filme de Grace Kelly, lindíssima, antes de se casar com o Príncipe de Mônaco.

Uma bela produção, com músicas deliciosas de Cole Porter, interpretada por dois dos maiores cantores das telonas - Sinatra e Crosby. Prato cheio para os amantes do velho cinemão americano.

Adeus, Lênin


Adeus, Lênin é um dos principais filmes da retomada do cinema alemão. É um belo filme, que retrata a queda do muro de Berlim, sob a ótica dos alemães do lado oriental do muro.

O filme pretende ser uma comédia dramática, porém se perde um pouco já que a distinção entre comédia e drama é muito sutil. Não há um equilíbrio entre estes dois aspectos e o drama acaba se sobressaindo.

É um bonito filme, nos dá uma apresentação do que foi a realidade da nova Alemanha unificada e das dificuldades que o povo alemão passou ao se unir em um único país. Apesar dos inegáveis avanços do capitalismo, houve um choque cultural entre os alemães ocidentais e os alemães orientais e o filme retrata esse isolacionismo nos países da cortina de ferro em relação ao resto do mundo muito bem.

A Duquesa


O filme reconta a história de Giorgiana Spencer, duquesa de Devonshire. Keira Knightley está bem no papel, sem cacoetes. Ralph Fiennes, como sempre, muito bem, especialmente em seus papéis de vilão.

A vida da duquesa foi muito infeliz, comandada pelas obrigações políticas de um casamento arranjado.

A Duquesa é uma belíssima reconstrução de época, o figurino, os cenários e as locações são fantásticas. Os atores estão todos bem, porém o ritmo um tanto quanto arrastado, deixa a desejar. Como o filme não mergulha profundamente nos dramas internos de cada personagem, fica difícil manter a atenção do público.

É um bonito filme, mas não há necessidade de vê-lo no cinema. Talvez o DVD seja mais apropriado.

Letra e Música


Rever os filmes de algum tempo atrás é muito bom, especialmente quando o filme tem um ótimo argumento, totalmente voltado para a nossa geração.

Letra e Música é uma comédia romântica, onde Hugh Grant (hilário) faz um cantor decadente que nos anos 80 era integrante de uma famosa banda pop. Essa banda se desintegrou em determinado momento e a carreira dele desmoronou. O cantor vive no passado, fazendo shows para reuniões de trintões/quarentões e em feiras, até que recebe a aparente impossível missão de escrever uma nova canção para Cora, a mega cantora pop dos anos 2000.

Seu forte é a música e harmonia e ele tem imensa dificuldade com letras e enquanto está tentando fazer uma parceria com um letrista indicado, descobre que sua "plant girl" é uma letrista nata. Até convencê-la disso e conseguirem fazer a música, eles passam por bons bocados juntos. As situações são engraçadíssimas, a decadência dele é o que todos imaginamos daqueles nossos ídolos dos anos 80 que sumiram de repente.

Para quem foi jovem nos anos 80, sintonizado com as músicas, bandas e videoclipes da época, Letra e Música é um bálsamo de comicidade. Todos os detalhes do filme giram em torno de chavões dos anos 80, é um grande revival. O filme é muito divertido, os cabelos, os modelitos são absolutamente perfeitos. Parece que os roteiristas de inspiraram no Duran Duran (que acaba de se apresentar no Rio) e no Wham para fazer o filme.

Ao mesmo tempo o filme faz uma crítica das músicas mais modernas, vazias, sem melodia, enquanto enaltece o estilo, a marca e as letras das músicas dos anos 80.

Vale ver em cinema, em DVD e comprar o DVD.